Ho’oponopono, o Método de Cura Havaiano

8 Jun

Já há algum tempo que estou a preparar este tema. Neste post faço uma introdução ao tema, com aquilo que considero ser essencial, e depois vamos explorando aos poucos através de posts futuros, como fazemos, por exemplo, com a Ayurveda.

O Ho’oponopono é uma técnica que conheço há uns anos, mas só mais tarde decidi explorar e experimentar. Na altura em que quis começar a aprender não encontrei muito material sobre este assunto, por isso a minha aprendizagem inicial foi essencialmente através de pequenas leituras que ia fazendo e partilhas por pessoas que já tinham experiência.

Felizmente começou a existir mais material de pesquisa à medida que a técnica se foi difundindo, estando acessível a mais pessoas. Eu concordo quando dizem que esta é uma técnica simples mas poderosa. Gostava de saber o que vocês pensam sobre isto, por isso nada melhor do que experimentar 🙂

O que é o Ho’oponopono?

É uma técnica ancestral Havaiana utilizada para a cura, transformação e promoção da paz interior e do amor próprio. Como já referi, é uma técnica simples, mas é uma poderosa ferramenta para trazer cura e perdão para as nossas vidas. Através do Ho’oponopono podemos trazer amor, equilíbrio e harmonia também para as nossas relações.

Tradicionalmente, era utilizado para curar relações: cada pessoa dizia o mantra Ho’oponopono para a pessoa ou pessoas envolvidas, até todos o terem repetido. É também um excelente método de auto-cura, para enviar a intenção de curar a relação com outra pessoa e ainda para limpar energias de antigos traumas e mágoas.

Morrnah Nalamaku Simeona foi uma nativa Kahuna havaiana que desenvolveu esta técnica baseada num sistema espiritual ancestral. Segundo Simeona, muitas vezes as memórias, experiências passadas, questões sociais, políticas ou religiosas começam a definir a nossa vida, mas não devemos permitir que isso aconteça. Além disso, para a cultura Havaina, o não perdão leva ao desequilíbrio e doença. Com esta técnica podemos limpar o passado e os conflitos, seja connosco, com os outros ou com uma situação. Podemos curar-nos das coisas que fizemos de errado e podemos encontrar paz numa situação em que alguém nos magoou, trazendo mais amor para as nossas vidas.

Manifestação do nosso interior

Para o Ho’oponopono a nossa realidade é manifestação do subconsciente, sendo reflexo do que temos dentro de nós. A situação existe porque ou nós tivemos acções ou pensamentos  negativos, ou porque captamos pensamentos de campos magnéticos de outras pessoas que  podem estar carregados de memórias dolorosas.

Com o Ho’oponopono, aceitamos que contribuímos para que este se manifeste nas nossas vidas através de pensamentos, palavras ou acções. A partir daqui, existe a transmutação desse problema através da energia positiva, de Amor.

Todas as experiências da nossa vida são da nossa responsabilidade. Somos apenas Um, e por isso a cura do outro é a minha cura. Ho’oponopono é amar a nós próprios. Curamos parte de nós e enviamos a energia dessa cura para o Universo, conseguimos melhorar-nos de forma gradual.

Imagem daqui

Mantra do Ho’oponopono

O Ho’oponopono envolve um mantra fácil de aprender:

"Sinto muito.

Perdoa-me.

Amo-te.

Sou grato/a."

Estas palavras (Mantra do Dr. Hew Len) são uma forma de limpar a energias da pessoa ou situação a quem é dirigido, uma forma de dizermos “Eu já não permito que estas energias pesadas e negativas habitem o meu corpo nem a minha vida”.

Não é algo que se possa usar para sermos perdoados pelos outros, não é uma magia que vai fazer com que o outro mude de ideias. Até pode acontecer, mas não é para isso que devemos direccionar-nos. Esta é uma forma de curarmos a nós mesmos, perdoando tanto os outros, mas também a nós. As nossas palavras e acções podem magoar alguém, e isso também mexe connosco, que sentimos arrependimento, por exemplo. Podemos, então, direccionar o mantra para uma situação em que alguém esteja chateado connosco, magoado por algo que fizemos ou dissemos, para sentirmos paz em relação a essa situação e nos perdoarmos pelo que fizermos.

Significado das Frases

Sinto muito: permite assumir a responsabilidade do problema se ter manifestado na nossa vida. Estamos a reconhecer algo que se fixou na nossa memória e nos influencia, de uma forma ou de outra. Ao dizermos esta frase, mostramos como estamos preparados para nos libertarmos.

Perdoa-me: mostra que aceitamos o problema, reconhecendo que aconteceu devido devido a determinadas razões. No momento em que pedimos perdão estamos a dizer que tal situação já não serve nas nossas vidas. Ao encararmos a situação, a dor vai-se dissolvendo. Pedimos perdão a nós próprios e/ou aos outros. O perdão é uma das melhores formas de limpeza e crescimento, eliminando ressentimentos e mágoas. Não se procura quem tem culpa do quê, procuramos simplesmente a cura.

Amo-te: sei que sou parte do Divino, somos todos Um, e o Amor ajuda-nos a ligar-nos à nossa essência divina. Ao dizer esta frase ocorre a transmutação, com o amor a voltar a fluir no nosso corpo e irrigar cada célula. Neste momento sentimo-nos revigorados, sentimos a corrente de energia no nosso corpo enquanto ela nos purifica.

Sou grato/a: a gratidão permite fechar o ciclo, e agradecer sentindo de facto essa gratidão é algo incrível. Agradecemos porque o problema se manifestou, dando oportunidade de o limpar. Agradecemos porque sentimos que o nosso desejo já está cumprido.

Praticar o Ho’oponopono

Assim que se começa a praticar o Ho’oponopono, como em muitas outras técnicas de limpeza e cura, poderá haver um efeito de cebola, ou seja, muitas pessoas começam a desvendar camadas e camadas que precisam de ser curadas. Este processo é diferente em cada um de nós, e para alguns é mais demorado, para outros é rápido. A partir desta técnica conseguimos obter ferramentas para limpar e purificar as memórias que tornam determinada situação desagradável.

Existem técnicas mais específicas que poderei exemplificar em posts posteriores, mas para começar experimentem dizer apenas aquelas quatro frases, direccionando para uma pessoa/situação.

Há muito a dizer sobre o Ho’oponopono

O Ho’oponopono é uma ferramenta simples e prática, que pode ser utilizada em qualquer lugar. A única coisa que precisamos fazer é dizer o mantra direccionado a determinada pessoa ou situação. Podemos fazer isto durante o tempo que quisermos, até que o assunto seja sentido como encerrado para nós.

Esta técnica trabalha o corpo, o espírito, a mente e as emoções. Envolve passado, presente e futuro, curando o as memórias e ajudando-nos a descobrir caminhos diferentes. Promove a expansão da consciência, a nossa ligação ao mundo espiritual e ao nosso Eu superior, equilibra o chakra cardíaco e aumenta a capacidade de Amor Incondicional.

Desengane-se quem pensa que é uma religião. O Ho’oponopono não se considera verdade absoluta, podendo até ser utilizado em conjunto com outras terapias, como o Reiki, ou até como parte de uma meditação.

Para compreenderem melhor o Ho’oponopono é importante praticá-lo. Podem parecer conceitos muito abstractos ou até levar ao desagrado por incluir o assumir dos problemas como nossa responsabilidade, mas volto a dizer, o Ho’oponopono preocupa-se com a cura, não em julgar. Só assumindo a responsabilidade e enfrentando a dor é que conseguimos transmutar essa dor.

Espero que se sintam tentados a experimentar. Se tiverem dúvidas ou sugestões, podem contactar-me via e-mail ou nos comentários.

~ Om Shanti

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Pão de Banana com Cacau

6 Jun

Depois da última receita que partilhei, de uma tarte de maçã com caramelo de especiarias, fizeram-me alguns pedidos para mais uma receita doce. Partilho convosco uma receita que já tinha ouvido falar muitas vezes, mas que até ao ano passado nunca tinha provado nem tentado confeccionar. Estou a falar do banana bread, ou pão de banana. Já experimentei duas receitas diferentes, um simples, e um que aqui partilho, que foi o primeiro que fiz. Este tem cacau, tornando este snack guloso, mas nem por isso uma bomba calórica. Ah, e é vegan!

Pão de Banana e Cacau

Ingredientes

  • 2 chávenas de banana esmagada (quanto mais madura, melhor)
  • 2 + 1/2 colher de chá de extracto de baunilha
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • 1/4 de chávena de leite vegetal à escolha (uso de amêndoa)
  • 2/3 de chávena de agave
  • 1/8 de colher de chá de stevia
  • 1 + 3/4 de chávena de farinha espelta
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 3/4 de colher de chá de sal
  • 3/4 colher de chá de fermento
  • 1/2 chávena + 2 colheres de sopa de cacau em pó
  • 1/2 chávena de pepitas de cacau para a massa, mais algumas para decorar

Preparação

  1. Esmagar as bananas e garantir que ficam duas chávenas após esmagadas, não antes.
  2. Pré-aquecer o forno a 180ºC e barrar uma forma.
  3. Numa tigela grande, misturar a banana esmagada, o extracto de baunilha, o vinagre, o agave e o stevia.
  4. Numa tigela separada, misturar a farinha, o bicarbonato de sódio, o fermento, o cacau em pó e a meia chávena de pepitas de cacau.
  5. Juntar os ingredientes secos aos húmidos, e mexer até estarem bem combinados.
  6. Transferir para a forma e espalhar uniformemente.
  7. Deitar algumas pepitas no topo.
  8. Cozinhar por 35 a 45 minutos. Este tempo depende do forno, e algumas pessoas precisam de mais tempo. Se for esse o caso, desligar o forno mas não abrir imediatamente a porta. Deixar descansar por 10 minutos com o forno fechado. Depois fazer o teste do palito. Se não estiver pronto, ligar o forno novamente a 180ºC e deixar cozinhar até inserir um palito e este sair limpo.

Espero que fiquem com vontade de experimentar. Por vezes, nos dias seguintes este tipo de pão sabe melhor. Se tiverem sugestões ou dúvidas, podem deixar nos comentários.

Podem ver a receita original aqui

~ Om Shanti

O Ciclo Menstrual, a Natureza da Mulher

31 May

Num post anterior falámos de alguns ciclos que fazem parte das nossas vidas, em sincronização com o ciclo da Natureza. As mulheres têm um ciclo extra, o ciclo menstrual. Neste post vamos falar sobre este ciclo e darei algumas dicas para se manterem saudáveis.

Perspectiva Ayurvédica

A Ayurveda defende que as mulheres devem manter uma relação especial com a lua. O ciclo menstrual dura 28 dias, o mesmo período que o ciclo lunar. Há quem defenda que é apenas uma coincidência, mas na medicina Indiana existe uma relação.

Imagem daqui

Os homens também têm um ciclo endócrino, mas ainda não há muito conhecimento divulgado sobre isso, parecendo, contudo, ser regido pelo sol em vez da lua. Por exemplo, a testosterona num homem atinge o seu pico durante a primavera e verão, as estações em que há mais sol.

Idealmente a ovulação deve ocorrer na lua cheia e a menstruação na lua nova. Muitas mulheres que estão em contacto com as suas emoções apresentam maior apetite sexual na altura da lua cheia, o período “dedicado” à ovulação.

Influência dos Doshas

O ciclo menstrual é, claro, influenciado pelos doshas. Numa mulher saudável, kapha aumenta durante a fase proliferativa, que dura desde o final da menstruação até à ovulação. O estrogéneo, hormona deste dosha, atinge o seu pico nesta fase. O ciclo de kapha, chamado de rutukala, culmina com a ovulação.

A progesterona, de natureza pitta, começa a predominar durante a fase secretória, que inicia após a ovulação e termina no final do ciclo. É aqui que pitta predomina.

Vata, por seu lado, tem como função o transporte do sangue da menstruação para fora do corpo, dominando durante os dias de fluxo menstrual.

Imagem daqui

A menstruação é vista como algo único da Mulher, uma bênção, em vez de ser sentida como um inconveniente. O ciclo menstrual é visto, na tradição Ayurvédica, como uma limpeza mensal e é tratado como tal.

O Teu Potencial Criativo

A menstruação é, em si mesma, uma limpeza sazonal, uma forma que o corpo e a mente de uma mulher têm para se purificar todos os meses. A Natureza deu às mulheres este dom. Uma mulher sábia trabalha com a Natureza, procurando tirar vantagem desta limpeza natural mensal.

A Natureza pede que o nosso corpo e a nossa mente permaneçam em contacto com as suas raízes, naquela Criatividade que apenas o Feminino possui. Ela agradece quando utilizas a tua criatividade para te ajudares a ti mesma ou ajudares os outros; essa habilidade de criar, regenerar e procriar.

Quando não estamos em sintonia com a Natureza e não utilizamos o nosso potencial criativo, ela não nos consegue curar e ajudar, e é possível que surjam bloqueios no nosso ciclo menstrual.

Ciclo Menstrual Saudável

O objectivo é manter o processo de limpeza. É importante manter um agni saudável, horas suficientes para descansar e actividades que proporcionem a libertação das toxinas físicas e mentais.

Dicas básicas para a fase da menstruação

1. Mantém uma dieta simples. Quando o objectivo é manter o fogo digestivo do corpo com o objectivo de limpeza, comer kitchari ou outra refeição quente e bem cozinhada é o ideal. Podes adicionar especiarias como gengibre, cardamomo, açafrão, cominhos, canela.

2. Não suprimas necessidades do teu corpo, como urinar, espirrar, evacuar. Se o fizeres, estarás a ajudar vata a seguir no sentido contrário ao que é o seu ciclo descendente natural.

3. Medita. Entra em contacto com o que há de mais profundo em ti. Procura ligar-te às tuas emoções, relaxar o teu corpo e a tua mente. Se surgirem emoções a querer manifestar-se, não as reprimas; liberta-te.

4. Hidrata-te. Como em qualquer limpeza, a hidratação é essencial para o movimento das toxinas. Durante a limpeza menstrual, hidrata-te com chás quentes, como chá de gengibre, de limão com mel, ou chá de cominhos, coentros e funcho.

Mas não é só na menstruação que se deve manter o equilíbrio

Aqui ficam algumas dicas que ajudam a manter o movimento de vata.

Limpeza. Não há melhor maneira de equilibrar os doshas do que uma limpeza anual. Uma limpeza sazonal é muito eficiente no equilíbrio dóshico, e é uma excelente forma de rejuvenescer todos os tecidos do corpo.

Rotina diária. Ajuda a manter o corpo a manter um ritmo e um horário. Na rotina podes incluir uma massagem a ti própria, um tempo para exercitares o corpo, refeições a horas constantes.

Yoga. A prática de yoga ajuda o teu corpo a manter-se forte e remove os bloqueios físicos. Há posturas específicas óptimas para o sistema reprodutor feminino. Pede ao teu professor para te guiar nesse sentido, ele saberá o que é melhor para ti.

Saúde Herbal

Deixo-vos aqui algumas ervas da Ayurveda, com link direccionado a um dos locais onde as costumo adquirir, que ajudam na saúde do sistema reprodutor feminino. Lembrem-se que devem sempre consultar um terapeuta de forma a terem um tratamento mais personalizado e adequado.

  • Shatavari em cápsulas ou em . Esta erva ajuda a reduzir pitta e tem uma grande afinidade com o sistema reprodutor feminino e tracto urinário, e fortalece o sistema imunitário. Ajuda o corpo a adaptar-se a diferentes tipos de stress, sendo utilizada, por exemplo, no alívio dos sintomas do Síndroma Pré-Menstrual e da menopausa, e também para fortalecer o corpo no período pós-parto.

  • Kanchanar Guggulu em cápsulas. Contém ervas que aquecem e que limpam, ajudando na eliminação das toxinas. Especialmente importante em problemas ginecológicos que envolvem estação e congestão, como a síndrome do ovário poliquístico, já falada no blog.

  • Aloe Vera em cápsulas. Conhecido pelos seus benefícios, é refrescante e promove a limpeza do sangue, plasma e urina, sendo muito importante para o sistema reprodutor feminino. Funciona como um tónico para o corpo, removendo bloqueios e dissolvendo estagnações.

  • Manjistha em . Ajuda a remover pitta do corpo e é um excelente purificador do sangue, auxiliando igualmente na remoção de estagnações no sistema reprodutivo. Tem inúmeros outros benefícios, incluindo o alívio da dor e dos espasmos menstruais, sendo também eficaz em situações de ciclos menstruais irregulares.

  • Triphala em e em cápsulas. Além de ajudar na eliminação de resíduos, principalmente do sistema gastro-intestinal, e na remoção de toxinas do corpo, é um excelente rejuvenescedor, visto que purifica todo o organismo.

Espero que a informação do post seja útil. Se tiverem dúvidas ou sugestões, não hesitem em enviar mensagem ou deixar nos comentários.

~ Om Shanti

Tarte de Maçã e Noz com Caramelo de Especiarias

30 May

Hoje trago-vos algo doce, uma tarte de maçã e noz com um caramelo mega-delicioso e 100% plant based.

A receita original encontra-se no blog A Cozinha da Ovelha Negra, mas não a encontro para fazer um link directo. Por isso fiz consoante me fui lembrando, e com algumas alterações adaptadas aos ingredientes que utilizei.

Quis enfeitar com flores e folhas, e como não tenho formas decidi tentar fazer à mão. Terei de aperfeiçoar mas acho que podia ter ficado pior.

Como só tinha massa folhada decidi experimentar utilizá-la em vez da massa quebrada, e combinou bem.

A única coisa que têm de ter atenção se quiserem manter a vossa tarte vegan é a massa folhada. Leiam os rótulos para garantir que não tem produtos de origem animal. A que eu utilizei é do Lidl, e é 100% vegetal. Ou então podem fazer vocês a massa.

Ingredientes

  • 260g massa quebrada

Para o recheio

  • 3 maçãs descascadas e cortadas em pedaços
  • 110 g de nozes esmagadas
  • 3 colheres de sopa de farinha de aveia
  • 2 colheres de sopa de manteiga vegetal
  • 3 colheres de sopa de açúcar mascavado

Para o caramelo

  • 8 colheres de sopa de açúcar mascavado
  • 1/2 colher de chá de gengibre em pó
  • 1/2 colher de chá de noz moscada em pó
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de sopa de água
  • 2 colheres de chá de leite de aveia

Preparação

Recheio:

  1. Descascar e cortar as maçãs.
  2. Caramelizar a maçã na manteiga e no açúcar, em lume brando, até que esta fique translúcida. Enquanto estiver ao lume, ir mexendo de vez em quando.
  3. Quando estiver pronta, numa tigela juntar a noz,  a maçã e a farinha de aveia, misturando os ingredientes muito bem.
  4. Abrir a massa folhada sobre a forma protegida com papel vegetal, e verter o conteúdo da tigela. Aparar a massa folhada para que fique do tamanho da forma, e com o que sobrar fazer as folhas e flores.
  5. Polvilhar com canela e açúcar mascavado, e por cima colocar as formas feitas com massa folhada.
  6. Colocar a tarde no forno pré-aquecido a 200ºC durante 30 minutos.

Caramelo:

  1. Juntar todos os ingredientes secos com a água e levar a lume brando num tacho, mexendo de vez em quando.
  2. Assim que começar a caramelizar, juntar o leite de aveia.
  3. Envolver tudo muito bem e deixar levantar fervura.
  4. Desligar o lume e deitar sobre a tarte ainda morna.

Et voilá!

Ciclos da Natureza e do Homem e Ayurveda

23 May

Para dar início a alguns temas relacionados com a Saúde da Mulher, temos de falar sobre alguns conceitos importantes para a compreensão da visão Ayurvédica, os ciclos da Natureza e do Homem.

Um dos principais determinantes da intensidade com que somos afectados por determinados factores é o período em que estes ocorrem. O ritmo é algo central na nossa vida. Tudo o que se passa no nosso corpo está conectado ao ambiente externo. Seres humanos, animais e plantas, estão conectados com o ritmo da Natureza, e há tendência para a sincronização com esta.

Os ciclos/períodos aqui referidos são aplicáveis a homens e mulheres, e é essencial para a saúde estabelecer um ritmo em cada um deles.

Dia e Noite

Como podem ver na imagem acima, desde madrugada até ao meio da manhã é um período em que Kapha predomina, com o nosso corpo a acordar. Desde o meio da manhã até meio da tarde, é predominante Pitta, a altura do dia em que a actividade é maior tanto no corpo como no ambiente externo. Por último, desde meio da tarde até ao anoitecer, Vata atinge o seu máximo potencial, até depois de já ter anoitecido, onde recomeçamos com Kapha no período nocturno. Pitta reaparece forte a meio da noite, e Vata surge nas últimas horas. E assim chega novamente a madrugada, e recomeça o ciclo diurno com Kapha.

A cada um dos períodos corresponde um momento que apresenta característica do dosha correspondente. Pitta predomina durante o dia, quando normalmente o calor é maior, Kapha predomina no período da noite, e Vata predomina no amanhecer e no anoitecer (os momentos de junção do dia e da noite).

Estações do ano

Estações

Imagem daqui

As estações do ano variam de acordo com o clima, mas na maioria dos países, Kapha acumula-se no Inverno e na Primavera; Pitta surge na Primavera e continua até ao Verão, altura em que Kapha diminui. Vata tem mais tendência para se acumular no final do Verão e no Outono, quando Pitta acalma. Depois disso, Vata vai acalmando, deixando Kapha voltar ao seu máximo com o Inverno.

Digestão

Imediatamente depois de comer, a comida ingerida leva ao predomínio de Kapha e aumenta Pitta. Este último predomina durante a digestão, quando Kapha diminui e começa a acumulação de Vata. Depois disso, Pitta arrefece, e Vata intensifica-se na assimilação dos nutrientes e eliminação das toxinas.

Podem ler os posts sobre a digestão aqui: Agni Ama

Vida (duração)

Kapha governa desde o nascimento até a mulher atingir o máximo desenvolvimento. Em seguida, Pitta predomina até a mulher atingir cerca dos 35 anos, enquanto a mente e o corpo progridem. Na menopausa surge Vata, que acelera depois dos 60 anos, com o corpo, mente e espírito lentamente a atingir um estado de separação, até à morte.

A Vida é Feita de Ciclos

Como podem verificar, tudo é cíclico, e estes ciclos afectam a nossa saúde consoante a maneira como os vivenciamos. Adaptar rotinas e alimentação pode ajudar a diminuir o desequilíbrio. Devemos ter em conta, ao realizarmos as adaptações na nossa vida, do dosha predominante em nós e na Natureza, para que se direccione os esforços em direcção ao equilíbrio. Por exemplo, no Inverno, vamos querer diminuir as acções de Kapha no nosso corpo, visto que esta é uma estação onde este dosha se encontra exacerbado, e inclusive surgem problemas de saúde (ver exemplo aqui) relacionados com ele. Podemos, como referi em posts anteriores, ajustar a alimentação e algumas rotinas de forma a diminuir este dosha no corpo, mesmo que este continue presente no ambiente externo.

Ao estabelecer o nosso ritmo de acordo com os ciclos da Natureza conseguiremos encontrar a melhor direcção para nós próprios. Este é um post com o intuito de vos mostrar que na Natureza tudo leva um ritmo natural, e nós também temos o nosso ritmo manifestado em diversas maneiras, através dos vários ciclos exemplificados.

No próximo post, e como prometido, direcionarei o assunto mais especificamente para a Saúde da Mulher, e falarei sobre o ciclo menstrual.

Como sempre, podem deixar sugestões e comentários. Eu agradeço 🙂

~ Om Shanti

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